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1900 entre Três Outonos no Hemisfério Norte

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Numa tela, a semente de um encontro. Floresceu na estação mais gentil de 23. A distância, vasta, em quilômetros real, a medir o talvez. Mas entre o que fazes e o labor diário teu, Chega a ternura em traços de afável pergunta, Um "como estás" que a paz de repente me rouba, E o compasso do peito apressado se ajunta. Apesar do areal que a tela não desfaz, Há em ti um porto que a alma anseia visitar. O signo d'água e o fogo que em mim arde em paz, Numa força singela que insiste em sonhar. f Não revelo a força que em ti vejo nascer, Guardo a chama acesa, discreta e profunda. Mas o eco da ponte que insisto em erguer, Espera o dia em que o irreal se confunda. E que o longe se dobre ao toque da presença, Onde a espera de outrora não mais se fará. Pois o que o coração sente, sem clara sentença, Já sabe o caminho que um dia encontrará.

Sonhos não envelhecem

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Sempre quis escrever um livro.  Não sabia se alguém teria interesse em lê -lo, afinal, quem se interessaria pela vida, dores e paixões de uma pessoa comum? Mas estas palavras são sentimentos em minha vida, são vividas e quem sabe há alguém por aí que se identique, e ao ler veja o quão grandiosa é a vida mesmo não sendo o que idealizamos. Iniciei em março de 2025, desperta por uma necessidade imensa de resgatar em mim, o que a vida adulta e relacionamentos interpessoais me tiraram. Creio que não me retiraram, deixei me nocautear e por muito tempo fiquei no chão, convencida de que era o que eu merecia. Escrevo incansavelmente no meu celular, desculpa que usamos hoje para mostrar que somos requisitados e importantes. Curiosamente, acabei de tomar um café no hotel, e pasmem, não tinha muita gente com este retângulo na mão, inclusive eu. A necessidade em se ter com o que ocupar, me causou uma sensação estranhamente ruim, e voltei encarar  o fundo da xícara a cada sorvida no café fu...

Os outonos em sete de abril

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 Sobre ontem (07 de abril) .. Quantos anos já se passaram! Ainda amo café, sabia? Continuamos com os olhos bem brilhantes e os cabelos bem teimosos! No sorriso, não houve alteração. Continua aqui, fazendo ruguinhas nos cantos dos olhos e uma covinha na bochecha. Continuamos pequena na estatura, mas com grandes sonhos de explorar o mundo, ajudar e defender pessoas. Troquei a escova de cabelos pelo microfone! Ainda amo cantar! Ainda aprecio o sol com os olhos fechados e sempre que posso fico contemplando o fogo como você fazia! Não subo mais nos pés de frutas. Hoje não tenho mais contato com eles. Mas sinto falta de ficar por horas sentada entre galhos e folhas, observando alguma lagarta ou passarinho fazendo ninho. Muita coisa mudou. A vida ficou mais corrida com tantos compromissos e responsabilidades. A casa do paizinho e da mãezinha, mesmo sendo a mesma, parece que diminuiu, e não tem mais crianças brincando na rua. Aquele shopping fechou. Aquela sorveteria, também. Algumas das p...

Um outono para começar

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  Oi! Eu sou a Queli. Tenho muitas funções e atribuições. Mas, hoje, me permito ser. Este blog, foi criado para me ajudar num processo de escrita afetiva, que irá congelar em algum momento dia para sorver as percepções reais que a idade mídia me  retirou. Sonhar para não dormir. Este título foi inspirado no trecho da música Saigon, interpretada pelo ícone Emílio Santiago,  Composição: Carlão / Paulo César Feital / Claudio Cartier. Vale a pena ouvir acompanhada (o) de um belo cálice de vinho amadeirado em uma noite fria de outono, tendo por companhia uma discreta luz quente, dando o tom alaranjado ao ambiente. Que possamos continuar sonhando para não adormecermos.